Ponte de Ferro

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Rio Xopotó Cipotânea MG

os girassóis

sábado, 1 de agosto de 2009

poema de um amigo morto - Encostada na porta ela voou como passarinho na primavera.

A perna direita da mosca lambendo o vidro numa fome extasiada desperta o sol baixando bambeiras. Encostada na porta ela voou como passarinho na primavera. Soledades fúnebres de esperanca no torpor do sonho em marcas cordilheiras de Lembrancas possuidas de meigas astucias. Soldado sucupira usurpacäo com Semblante triste de amor. Paralisias minemônicas de cor anil em crochê em saber do T. Marcante passagem no leito maternal ouvindo mitotórias com jardins de imbiscos e marmelada magnólia de viagens. Meu caro poeta de mäos calejadas viveu sempre com o peito fechado. Ele que hesitou ler versos loucos de Dionísio Donato a todo tempo, agora está o debaixo de sete palmos do pulmäo na atmosfera. Ele que sempre viveu com medo da violência, ele que sempre despertou me a presence da vigilia e os fatos corriqueiros que nos cercam na grande ex-istência miséria, morreu pobre como diabo na cruz do palácio da felicidade dos tiranos. Ele que semeou a doenca da paz foi curado pela tirania da piedade compadecida. Meu amigo poeta morreu aos 32 anos de idade e sabia muito bem lêr as cartas ratológicas do poeta psicólogo. Ele está em terra esquecida guardando a mäo da exaltada ponte da angústia. Uns väo devorando pianos e outros se virando sarcasmos anjos. Leve toque dedilhou ciranda em fantasias de astúcia. Com miragens profundas saturno movimentando o pedal universal dos titânicos. Na porta bate. O poema encerra. O dia acorda E a noite desterra. Como verde de abacate Ar vital da mercenidade.

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