Meu caro poeta de mäos calejadas viveu sempre com o peito fechado. Ele que hesitou ler versos loucos de Dionísio Donato a todo tempo, agora está o debaixo de sete palmos do pulmäo na atmosfera. Ele que sempre viveu com medo da violência, ele que sempre despertou me a presence da vigilia e os fatos corriqueiros que nos cercam na grande ex-istência miséria, morreu pobre como diabo na cruz do palácio da felicidade dos tiranos. Ele que semeou a doenca da paz foi curado pela tirania da piedade compadecida. Meu amigo poeta morreu aos 32 anos de idade e sabia muito bem lêr as cartas ratológicas do poeta psicólogo. Ele está em terra esquecida guardando a mäo da exaltada ponte da angústia. Uns väo devorando pianos e outros se virando sarcasmos anjos. Leve toque dedilhou ciranda em fantasias de astúcia. Com miragens profundas saturno movimentando o pedal universal dos titânicos. Na porta bate. O poema encerra. O dia acorda E a noite desterra. Como verde de abacate Ar vital da mercenidade.
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Meu caro poeta de mäos calejadas viveu sempre com o peito fechado.
Ele que hesitou ler versos loucos de Dionísio Donato a todo tempo, agora está o debaixo de sete palmos do pulmäo na atmosfera.
Ele que sempre viveu com medo da violência, ele que sempre despertou me a presence da vigilia e os fatos corriqueiros que nos cercam na grande ex-istência miséria, morreu pobre como diabo na cruz do palácio da felicidade dos tiranos.
Ele que semeou a doenca da paz foi curado pela tirania da piedade compadecida.
Meu amigo poeta morreu aos 32 anos de idade e sabia muito bem lêr as cartas ratológicas do poeta psicólogo.
Ele está em terra esquecida guardando a mäo da exaltada ponte da angústia.
Uns väo devorando pianos e outros se virando sarcasmos anjos.
Leve toque dedilhou ciranda em fantasias de astúcia.
Com miragens profundas saturno movimentando o pedal universal dos titânicos.
Na porta bate.
O poema encerra.
O dia acorda
E a noite desterra.
Como verde de abacate
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