quinta-feira, 23 de outubro de 2008
filosofia de nietzsche
Um breve comentário geral
A “verdade” è uma convenção encontrada no conceito e seu ser contrário è a mentira. O cristianismo tem a pobreza, a humildade e a escassez como “qualidade”. Para Nietzsche o amor fati é o amor ao destino com vigor no fado da sina. Ele usa a ironia como arma contra a decadência desmascarando a moral, por ex. o conceito de “bem” e “mal”, bom e nobre. E o efeito da ironia è encontrá-la sozinho.
Nietzsche quer a dinâmica da vida no querer a volúpia do circulo do eterno retorno que é à força do fantástico e da elevação do instinto como impulso do principio ativo da vida na vontade para força. Alma e respiração são pontos comuns porque ambas sao mobilidade como possibilidade. Alma è mente, mente è alma e alma è instinto. A vontade para força é o energético no rebento do vigoroso instinto em seu desenvolvimento orgânico. Desejar o desejado e ansiar o ansiado é querer o efetivo como real, porque ambos pólos sao identidade da vontade e da força. O desejo como necessidade e anseio no ímpeto de consumir-se em autoconstruir-se, autofazer-se e autoproduzir-se para autodestruir-se. A unidade da própria particularidade é a totalidade ea integridade do corpo como articulacao do animal ativo. Em Nietzsche a dinâmica revela essencialmente como a dinâmica da própria força na construção interna numa maximização e crescimento da característica intensiva da potência virulenta.
Para Nietzsche o “Eu” é como perspectiva múltipla e idêntica no domínio do instinto do corpo e do mundo, mas sem interpretação subjetiva do acontecimento, porque a experiência do mundo não è somente na categoria do antropomórfico, mas uma arqueologia da forma do vivo, por ex. os mitos contra a “verdade”. A criação e a criativida está no corpo, porque nela está o próprio paraíso numa espécie de criação e consumação para si mesmo. Por exemplo, nesse caso o ator seria o autor do seu próprio drama como papel mais nobre, porque a cena não é representada para um público, mas experimentada pelo seu próprio personagem trágico, isto é, o papel da vida na existência.
O universo dionisíaco é a forma do eternamente autoconstruir no eternamente autodestruir, porque uma organização autoprodutora e automantedora é a unidade e interação como a forma física na troca de matéria e energia para forca. Nietzsche prepara o conceito cosmológico do caos na figura de Dionísio, porque Dionísio deleita o obscuro na oposição à „luz“. Nietzsche faz uma desmontagem de todo preconceito “cheio” de vazio no engano. Por isso ele recusa a fraqueza e a canalhice do comum para afirmar seu orgulho e sua altivez na criação e na produção do eterno autocriar-se o valor para si mesmo. A vida no circulo sem inicio e sem fim e o caminho possivel desta experiencia da passagem é o humano no seu declinar. Uma nova experiência do criar sem criar. Formar sem Forma. O instinto estimulado è amor agressivo pela vida, assim como os órgãos exercitados, a orelha, a boca, a digestão e a decomposição do físico. O físico como possibilidade de experimentação do ser vivo. O sobre-humano ultrapassa o mau cheiro do deus morto que é o gosto vulgar da ralé, elaborando um novo elemento na estética numa fisiologia da linguagem.
Esse anjo da historia veio contar a inversão da historia, porque esse anjo è o homem Nietzsche que desceu a flor da pele na historia e não embasou em teoria metafísica, mas na vida fatal, no homem da vontade de poder na força destrutiva da vida. Ele baseia a vida como estimulação do instinto na exercitação dionisíaca com o sentido do corpo explicito na aventura do viver. Mas, por que Nietzsche é importante? Porque ele aponta um novo caminho possível e conduz ao novo caminho, quem sabe do novo destino. Nietzsche tem um novo destino para a vida dos homens, pois ele encontrou um novo sentido numa nova resposta da pergunta: o que è e o que significa o ser humano. Em Nietzsche o homem tem uma nova ideologia com um novo esclarecimento do ser humano.
Para uma interrogação do vivente
O autoritarismo da razão é essa arbitrariedade socrática do diálogo onde sempre tem o vencedor dialético e o vencido. Essa é forma típica da tirania da razão. À vontade de vida é forca potencializada em poder e não em sucumbimento, inibição e coerção. A aniquilação da vida através da negação da vida é o tipo pessimista que reprime o instinto para o governo da “razao”, o tipo herdeiro da filosofia platônica, porque a filosofia “racional” como modelo da lógica do discurso é a subestimação da força natural do corpo biológico. A vontade afirmativa da vida é a negação dessa negação de vida ressentida, do cordeiro imolado, da moral de rebanho. Negar a vida é quando o humano não estimula o instinto de seu próprio “ego-ísmo” da vontade de viver nessa força da vitalidade. Não há nenhum padrão, porque cada época encontra seu próprio mecanismo, seja do escravo ou do senhor. Infelizmente em tempos atuais o modelo débil impera. O libertador é o domesticador. A arte è esse modelo despencada, melancólica e compassiva. O sacerdote è como o político, ambos são débeis mentais, negadores da vida. O povo è o mediano entre a fraqueza e a debilidade na negação da matéria. A música, a dança assim bem como a filosofia são mascaramento desse mal gosto, dessa “clareza” apolínea. Eles negam o escuro porque teme a noite, o deserto, a montanha.
O instinto de viver para força è o impulso para o poder da vitalidade do corpo. A existência è toda afirmação sobre a vontade de poder. A questão não è de sofrimento em prazer afirmativo e negativo, mas uma perspectiva da vida no sistema orgânico, porque não existe um fim, o fim è todo começo desse circulo do eterno retorno. O discurso è de desconstrução para uma construção sem ter que construir nenhum modelo. O ser existe necessariamente existe na fatalidade da vontade para força. A forma molecular, a ciência, a técnica são aparelhos de amortização do vivo com injeções letais no cérebro através da cultura; por exemplo o fenômeno do Cristo na Judéia como “salvador do mundo”. A moral cristã è um modelo “humanizado” de debilidade “sacralizada” com “espírito” de porco que já veio destituída dos gregos. Esse modelo “profético’” da “razão soberana” é a tirania de Apolo com seus raios decadentes de uma razão assassina, matricida. Por isso é preciso matar a própria mãe de Dédalo ou cortar os cabelos de Sansão e ir contra o “poder” tirânico desse deus fraco que contrapõe o irracional, o imoral, o caótico. O primeiro valor è o desvalor da moral em seu modelo de “razão” no seu “conhecer reconhecendo” cavernístico no ridículo sol da verdade. O mundo infestado de “saber” fede e “esse deus” cheira mal. O labirinto do minotauro è perverso, esse animal da vergonha e do pudor moral è um disfarce do escandaloso. Dionísio sente repulsa do nojo enojado. Sua filosofia não tem valor em sistema de valores dos quais são criações artificiais dos negadores da vida e dessa classe carnívora do dia e dissimuladora do mundo e crente no engano, mas na impulsao ao desconhecido.
Posição de Nietzsche
Nietzsche não utiliza nenhuma fórmula sobre a natureza (Natur), mas ele tem somente verificado que as relações de força da natureza têm uma intenção agressiva. A célula como elemento do corpo humano é uma apresentação do sistema solar em movimento com estrutura e harmonia. Mas Nietzsche não queria descrever uma natureza matemática mecânica, pelo contrário, ele entendeu e assimilou sobre essa relação de força na vontade de poder. A concepção de Nietzsche expressa um universo sem o clássico modelo orgânico, mas um novo ser humano, ou melhor, um superhumano para além do histórico humano. A grande razão “lógica” do viver não é a concepção do ser do mundo através dos abstratos princípios em conceitos, mas sim o que o corpo aponta na sua atividade numa “razão” para o irracional. O mecanismo do pensar histórico e o mecanismo do pensamento obedecem conjuntamente com analogia do ser humano e a máquina como Descartes, Galileu, Newton, o positivismo. Ser e aparência são sem critério para realidade.
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